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Fim do suporte: 37% dos computadores no Brasil ainda usam o Windows 7

País lidera ranking de maior taxa de uso deste sistema na América Latina.

Já se passaram vários meses desde que a Microsoft anunciou que em 14 de janeiro de 2020 deixará de suportar o sistema operacional Windows 7, que continua popular entre os latino-americanos, seja para uso doméstico ou comercial. De acordo com dados da Kaspersky, cerca de 30% dos usuários da região ainda o utilizam diariamente, mesmo em sua fase final de vida. A empresa alerta para o risco de manter um sistema sem suporte, já que ele fica mais vulnerável a ciberameaças e pode expor seus usuários a ataques.

De acordo com dados do sistema de proteção em nuvem Kaspersky Security Network, o Brasil lidera o ranking de taxa de uso deste sistema operacional (37%) na América Latina e é seguido pela Argentina (35%), Colômbia (33%), Peru (29%) e México (28%). Em comparação com a taxa de penetração do Windows 7 no mundo, que é de 41%, a região está melhor.

Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Investigação e Análise da Kaspersky na América Latina, destaca ainda que não haverá mais correções de segurança para resolver vulnerabilidades que aparecerem depois de 14 de janeiro, e elas sem dúvida serão exploradas pelos cibercriminosos.

Sabemos que há usuários que optam por não atualizar o sistema operacional, seja por custo, hábito ou porque outros programas não são compatíveis com as versões mais recentes. No entanto, um sistema operacional obsoleto que não possui correções de segurança é um risco muito grande à cibersegurança. Nossa recomendação é migrar para a versão mais recente do Windows imediatamente, além de ter uma solução de segurança para a proteção de um equipamento pessoal ou de trabalho, uma vez que o custo de um incidente pode ser substancialmente maior que o da atualização”, adverte Bestuzhev.

Por outro lado, outros fornecedores de software também deixarão de oferecer suporte a esse sistema operacional em seus próprios produtos. Desta forma, os usuários não apenas terão um sistema operacional vulnerável, mas também aplicativos externos vulneráveis, o que multiplica as chances de infecção e aumenta o risco de cibercriminosos obterem informações confidenciais sobre suas vítimas.

“Na verdade, é um efeito em cadeia que não pode ser resolvido sem que os usuários migrem para uma versão suportada pela Microsoft”, explica Bestuzhev.

 

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